segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Descobertas (Thiago Carvalho)

Sempre ouvi que o homem foi criado por Deus para constituir família, agregar valores a sociedade ou até mais estabelecer raízes. Sendo que nos os últimos dias, descobrir que não tenho essas ideias estabelecidas como metas para minha vida. Os mais céticos podem até dizer que estou sendo contra os mandamentos cristãos e que estou sendo rebelde. Porém, descobrir que nasci apenas para plantar sementes, mas que não serei eu que irei colher. Não estou aqui para criar laços de amor eternos com ninguém. Nasci para estar sozinho. E só agora entendo a frase que por diversas vezes escutei minha mãe tagarelar “nasci nu e estou vestido”. Sou uma pessoa sozinha no mundo. – não no sentindo de não ter amigos, família ou qualquer coisa do tipo – até porque sempre estive bem acompanhado. Sou mais um passageiro nesse mundo, pegando uma carona. Descobrir que não sou fincar ancora em lugar algum. Sabe o circo? Sou como os sues artistas que se apresentam pelo mundo afora. Chega à cidade divertindo as pessoas e do nada logo vai embora. Descobrir que sou mais um modismo chamado temporada.Com inicio, meio e fim. Todo programado, como os produtos com data de validade. Mas devo confessar: Que logo quando chegue a essa conclusão, me sentir triste, como se fosse um objeto – sabe aquele brinquedo que usam, abusam e depois jogam fora –. Contudo, cada um tem um papel que veio representar nessa vida. Na alegria ou na tristeza você tem que encarar os fatos da forma que eles são. Sem ter medo e a partir dessas descobertas a única coisa que hoje tenho a dizer é: Viva! Viva a cada momento como se fosse o único, como se cada dia você descobrisse um tesouro chamado “vida”. Porque só através dela podemos conquistar os mais belos sentimentos.

Quando tudo (Thiago Carvalho)

Quando tudo parecia ter terminado você chega e recomeça tudo outra vez. Cheguei a acreditar que já era parte do meu passado, a ferida parecia ter sarado e eu já nem sentia dor. Mas como um fantasma do meu passado- é igual ao texto que já escrevi para você – você surgir para me atormentar e me fazer perder os sentidos. Quando eu começo a acreditar que é verdade. Você aparece e mostra a realidade com seu doce veneno. Veneno esse que me imobiliza, me deixa frágil, sensível e inútil diante dos fatos. Quando penso que já estou livre que posso então viver e tentar ser feliz. Você aparece com esse sorriso sínico e mostra a realidade com suas mentiras. Eu não quero viver dessa maneira. Não quero você ao meu lado. Não te quero e continuo te querendo. Essa dúvida e incerteza me devoram, me consumem e me faz perder o sono. E até nele você invadi apenas pelo prazer de tirar a minha paz... (continua)